Arte Espirita conceito




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Arte Espírita

   A arte surgiu com a humanidade, segundo o filósofo grego Aristóteles, a arte de imitar faz parte do próprio homem, desde as cavernas o homem já fazia gestos, para se comunicar e usava o sangue dos animais, carvão, barro e outros materiais para fazer as pinturas rupestres em suas cavernas ilustrando assim os fatos do seu dia a dia. Já na Grécia a arte desabrochou na cultura e arquitetura através das belas esculturas, e monumentos. Contam as tradições, que foi o grego Téspis que inventou a arte de atuar, durante um ritual de homenagem ao Deus Grego Dionísio, ele assumiu a figura do deus do vinho usando uma máscara. Deu certo e ele começou a imitar outros deuses da Grécia, surge ai a arte dramática, o teatro. Na idade média a arte se volta para fins religiosos, é a arte cristã substituindo a arte pagã (politeísta), para ensinar aos fiéis o caminho da salvação. No séc. XII surgem os “autos”, ou peças religiosas, que tomam as praças públicas. No Brasil após o descobrimento sabe-se que o padre espanhol José de Anchieta, com a missão de evangelizar os índios, na companhia jesuítica, usou de teatro para educar, sendo o primeiro evangelizador a usar arte na educação no Brasil.

Percebemos assim que a arte sempre acompanhou a humanidade em todas as suas fases e como qualquer cultura sofreu a influência das épocas e sempre esteve ligada ao sentimento humano. Então uma boa definição de arte seria: expressão do sentimento humano. Mas qual a relação da arte com o Espiritismo?

   O Espiritismo em seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso é um dos que mais estuda o sentimento humano, sua psique, a forma de atuação do homem no seu meio, com ele mesmo e com o próximo.
  O Espiritismo então, dá às artes um mar de recursos, como disse Allan Kardec em Obras Póstumas: “O conhecimento da realidade espiritual oferece um leque imenso de possibilidades criadoras aos artistas que buscam banhar-se nesse mar de recursos”, Aliás o termo arte espírita foi dito por Kardec pela primeira vez na Revista Espírita, edição de dez de 1860, quando ele indaga o Espírito Alfred de Musset, este termo não seria um novo estilo de arte, mas um movimento artístico com características mais voltadas para o amor, para a paz e com os conhecimentos espíritas da vida futura, reencarnação e mundo espiritual. Leon Denis, contemporâneo de Kardec define ainda melhor a arte espírita em seu livro “O espiritismo na Arte” mostrando que ela é a manifestação da beleza eterna e que essa beleza eterna é trabalhar os nossos sentimentos ao encontro do Criador. Muito mais que um entretenimento de tempo é hora da arte na casa espírita ser vista como uma ferramenta de evangelização e educação do ser, proporcionando através das emoções tocar as cordas vibráteis da alma. Seja com uma música, uma peça, um filme, uma pintura, uma dança fazendo-nos refletir com esclarecimento e consolo na Doutrina Espírita. A arte então com o Espiritismo tem uma relação de criar uma harmonia entre a ética e a estética.

por Cleiton de Freitas, (cleiton.cesom@gmail.com)
Pós-graduado em Produção Audiovisual
Artista espírita no campo do audiovisual/teatro e poesia.
Apresentador/diretor e produtor do Programa Arte Espírita da FEBTV
conheça mais o trabalho da arte espírita no site: www.artespirita.com.br


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Kardec falava no século 19 em arte espírita.

Revista Espírita 1860 » Dezembro » Arte pagã, arte cristã, arte espírita

Na sessão da Sociedade, de 23 de novembro, tendo-se manifestado espontaneamente o Espírito de Alfred de Musset (ver detalhe adiante, na sessão “Dissertações espíritas recebidas ou lidas na Sociedade por vários médiuns”), foi-lhe dirigida a seguinte pergunta:
─ A pintura, a escultura, a arquitetura e a poesia inspiraram-se sucessivamente nas ideias pagãs e nas cristãs. Podeis dizer-nos se depois da arte pagã e da arte cristã haverá algum dia uma arte espírita?
O Espírito respondeu:
─ Fazeis uma pergunta respondida por si mesma. O verme é verme; torna-se bicho da seda, depois borboleta. Que há de mais aéreo, de mais gracioso do que uma borboleta? Então! A arte pagã é o verme; a arte cristã é o casulo; a arte espírita será a borboleta.
Quanto mais se aprofunda o sentido desta graciosa comparação, mais se lhe admira a exatidão. À primeira vista poder-se-ia supor que o Espírito tivesse a intenção de rebaixar a arte cristã, colocando a arte espírita no coroamento do edifício, mas não há nada disto, e basta meditar nesta imagem poética para lhe captar a precisão. Com efeito, o Espiritismo apoia-se essencialmente no Cristianismo. Não vem substituí-lo. Completa-o e veste-o com roupagem brilhante. Nas fraldas do Cristianismo encontram-se os germes do Espiritismo. Se eles se repelissem mutuamente, um renegaria o seu filho, o outro, o seu pai. Comparando o primeiro ao casulo e o segundo à borboleta, o Espírito indica perfeitamente o laço de parentesco que os une. Há mais: a própria imagem pinta o caráter da arte que um inspirou e que o outro inspirará. A arte cristã teve que inspirar-se principalmente nas terríveis provações dos mártires e revestir a severidade de sua origem materna. A arte espírita, representada pela borboleta, inspirar-se-á nos vaporosos e esplêndidos quadros da existência futura desvelada. Ela plenificará de alegria a alma que a arte cristã havia penetrado de admiração e de temor. Será o canto de alegria após a batalha.
O Espiritismo encontra-se inteiramente na teogonia pagã, e a mitologia não passa de um quadro da vida espírita poetizada pela alegoria. Quem não reconheceria o mundo de Júpiter nos Campos Elíseos, com seus habitantes de corpos etéreos; os mundos inferiores no Tártaro; as almas errantes nos manes; os Espíritos protetores da família, nos lares e nos penates; no Lates, o esquecimento do passado, no momento da reencarnação; nas pitonisas, os nossos médiuns videntes e falantes; nos oráculos, as comunicações com o além-túmulo? A Arte necessariamente teve de inspirar-se nessa fonte tão fecunda para a imaginação, mas para elevar-se até o sublime do sentimento, faltava-lhe o sentimento por excelência: a caridade cristã.
Os homens só conheciam a vida material. A Arte procurou, antes de tudo, a perfeição da forma.
A beleza corporal era, então, a primeira de todas as qualidades. A Arte apegou-se a reproduzi-la, a idealizá-la, mas só ao Cristianismo estava destinado ressaltar a beleza da alma sobre a beleza da forma. Assim, a arte cristã, tomando a forma na arte pagã, adicionou-lhe a expressão de um sentimento novo, desconhecido dos Antigos.
Mas, como dissemos, a arte cristã teve que se ressentir da austeridade de sua origem e inspirar-se no sofrimento dos primeiros adeptos; as perseguições impeliram o homem ao isolamento e à reclusão, e a ideia do Inferno à vida ascética. Eis por que a pintura e a escultura são inspiradas, em três quartos dos casos, pelo quadro das torturas físicas e morais; a arquitetura se reveste de um caráter grandioso e sublime, mas sombrio; a música é grave e monótona como uma sentença de morte; a eloquência é mais dogmática do que tocante; a própria beatitude tem um cunho de tédio, de desocupação e de satisfação toda pessoal. Aliás, ela está tão longe de nós, colocada tão alto, que nos parece quase inacessível, e por isso nos toca tão pouco, quando a vemos reproduzida na tela ou no mármore.
O Espiritismo nos mostra o futuro sob uma luz mais ao nosso alcance; a felicidade está mais perto de nós, ao nosso lado, nos próprios seres que nos cercam e com os quais podemos entrar em comunicação; a morada dos eleitos não é mais isolada: há solidariedade incessante entre o Céu e a Terra; a beatitude já não é uma contemplação perpétua, que não passaria de eterna e inútil ociosidade: está numa constante atividade para o bem, sob o próprio olhar de Deus; não está na quietude de um contentamento pessoal, mas no amor recíproco de todas as criaturas chegadas à perfeição. O mau já não é degredado nas fornalhas ardentes, pois o Inferno se acha no próprio coração do culpado, que em si mesmo encontra o seu próprio castigo, mas Deus, em sua bondade infinita, deixando-lhe o caminho do arrependimento, deixa-lhe, ao mesmo tempo, a esperança, essa sublime consolação do infeliz.
Que fecundas fontes de inspiração para a Arte! Que obras primas essas ideias novas podem criar pela reprodução de cenas tão variadas e ao mesmo tempo tão suaves ou pungentes da vida espírita! Quantos assuntos ao mesmo tempo poéticos e palpitantes de interesse no incessante relacionamento dos mortais com os seres de além-túmulo; na presença, junto a nós, dos seres que nos são caros! Não será mais a representação de despojos frios e inanimados. Será a mãe tendo ao seu lado a filha querida, em sua forma etérea e radiosa de felicidade; um filho ouvindo atentamente os conselhos do pai que vela por ele; o ser pelo qual se ora, que vem testemunhar o seu reconhecimento. E, numa outra ordem de ideias, o Espírito do mal insuflando o veneno das paixões; o malvado fugindo do olhar de sua vítima que o perdoa; o isolamento do perverso em meio à multidão que o repele; a perturbação do Espírito, no momento de despertar, e sua surpresa à vista de seu corpo, do qual se admira de estar separado; o Espírito do defunto em meio aos seus ávidos herdeiros e amigos hipócritas; e tantos outros assuntos, tanto mais capazes de impressionar quanto mais de perto tocarem a vida real.
Quer o artista elevar-se acima da esfera terrestre? Encontrará temas não menos atraentes nesses mundos felizes que os Espíritos gostam de descrever, verdadeiros Édens de onde o mal foi banido, e nesses mundos ínfimos, verdadeiros infernos, onde todas as paixões reinam soberanamente.
Sim, repetimos, o Espiritismo abre para a Arte um campo novo, imenso e ainda não explorado, e quando o artista espírita trabalhar com convicção, como trabalharam os artistas cristãos, colherá nessa fonte as mais sublimes inspirações.
Quando dizemos que a arte espírita será um dia uma arte nova, queremos dizer que as ideias e as crenças espíritas darão às produções do gênio um cunho particular, como ocorreu com as ideias e crenças cristãs, e não que os assuntos cristãos caiam em descrédito; longe disto; mas, quando um campo está respigado, o ceifador vai colher alhures, e colherá abundantemente no campo do Espiritismo. Ele já o fez, sem dúvida, mas não de maneira tão especial quanto o fará mais tarde, quando for encorajado e excitado pelo assentimento geral; quando estas ideias estiverem popularizadas, o que não pode tardar, pois os cegos da geração atual diariamente desaparecem da cena, por força das coisas, e a geração nova terá menos preconceitos. A pintura mais de uma vez inspirou-se em ideias deste gênero. A poesia, sobretudo, está cheia delas, mas estão isoladas, perdidas na multidão. Tempo virá em que elas farão surgir obras magistrais, e a arte espírita terá seus Rafael e seus Michelângelo, como a arte pagã teve os seus Apeles e os seus Fídias.



Espiritismo e Arte


Leia e baixe para você a resolução da FEB sobre o uso da Arte na casa espírita.
O documento, instituído através da Resolução CFN nº 05/2014, estabelece 3 diretrizes de ação:
-  a difusão da Doutrina Espírita por meio da arte;
-  a capacitação técnico-pedagógica e doutrinária dos trabalhadores da arte;
-  e o estímulo ao uso da arte nas instituições espíritas. 

A Resolução está disponível no portal da FEB. 


Slaids sobre Arte Espírita, créditos site: https://www.toquenaalma.net/
 Slaids Arte Espírita


O que é Arte e  influência do Espiritismo sobre a Arte

O que é Arte:
“A beleza é um dos atributos divinos. Deus colocou nos seres e nas coisas esse misterioso encanto que nos atrai, nos seduz, nos cativa e enche a alma de admiração. A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna, da qual aqui na Terra não percebemos senão um reflexo.”León Denis. O Espiritismo na arte
“A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse ‘mais além’ que polariza as esperanças das almas”.Francisco Cândido Xavier. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel
“Colaborar na Cristianização da Arte, sempre que se lhe apresentar ocasião. A Arte deve ser o Belo criando o Bom.” Waldo Vieira. Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz
Objetivo da Arte:
“A arte tem como meta materializar a beleza invisível de todas as coisas, despertando a sensibilidade e aprofundando o senso de contemplação, promovendo o ser humano aos páramos da Espiritualidade. Graças à sua contribuição, o bruto se acalma, o primitivo se comove, o agressivo se apazigua, o enfermo se renova, o infeliz se redescobre, e todos os outros indivíduos ascendem na direção dos Grandes Cimos.”
Vianna de Carvalho. Atualidade do Pensamento Espírita, por Divaldo Franco
Evolução da Arte:
“A arte se eleva e progride em todos os graus da escala da vida realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, que se aproximam da fonte divina de eterna beleza.” DENIS, Léon. O Espiritismo na arte. 2.e. Rio de Janeiro: Publicações Lachâtre, 1994. […] “Desse modo, evolui do grotesco ao transcendental, aprimorando as qualidades e tendências, que estarão sempre à frente dos comportamentos de cada época. Lentamente, a Arte se desenvolve alterando os conteúdos e melhor qualificando a mensagem de que se faz portadora”.
Vianna de Carvalho. Atualidade do Pensamento Espírita, por Divaldo Franco.
“O Espiritismo vem abrir para a arte novas perspectivas, horizontes sem limites. A comunicação que ele estabelece entre os mundos visível e invisível, as informações fornecidas sobre as condições da vida no Além, a revelação que ele nos traz das leis superiores da harmonia e de beleza que regem o universo, vem oferecer aos nossos pensadores e artistas inesgotáveis temas de inspiração.”Léon Denis – O Espiritismo na Arte
“As Artes não sairão do torpor em que jazem, senão por meio de uma reação no sentido das idéias espiritualistas.” […]
“[…] É matematicamente certo dizer que, sem crença as artes carecem de vitalidade e que toda transformação filosófica acarreta necessariamente uma transformação artística paralela.”Allan Kardec – Obras Póstumas
“Assim como a arte cristã sucedeu à arte pagã, transformando-a, a arte espírita será o complemento e a transformação da arte cristã.”Allan Kardec – Obras Póstumas
“O Espiritismo irá depurar a arte que conhecemos e esta arte, depurada, será aquela inspirada nos ensinamentos da Doutrina Espírita”. […]
Espírito Rossini – Obras Póstumas
Sem dúvida, o Espiritismo abre à arte um campo inteiramente novo, imenso e ainda inexplorado. Quando o artista houver de reproduzir com convicção o mundo espírita, haurirá nessa fonte as mais sublimes inspirações e seu nome viverá nos séculos vindouros, porque, às preocupações de ordem material e efêmeras da vida presente, sobreporá o estado da vida futura e eterna da alma.Allan Kardec – Obras Póstumas
O verme é verme, torna-se bicho da seda, depois borboleta. Que há de mais etéreo, de mais gracioso do que uma borboleta? Pois bem! a arte pagã é o verme; a arte cristã é o casulo; a arte espírita será a borboleta.Espírito Alfred Musset – Revista Espírita 1860
“[…] Oh! Sim, o Espiritismo terá influência sobre a música! Como poderia não ser assim? Seu advento transformará a arte, depurando-a. Sua origem é divina, sua força o levará a toda parte onde haja homens para amar, para elevar-se e para compreender. Ele se tornará o ideal e o objetivo dos artistas. Pintores, escultores, compositores, poetas irão buscar nele suas inspirações e ele lhas fornecerá, porque é rico, é inesgotável”.
“Toda gente reconhece a influência da música sobre a alma e sobre o seu progresso. Mas, a razão dessa influência é em geral ignorada. Sua explicação está toda neste fato: que a harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa.”Espírito Rossini – Obras Póstumas
O artista:
“O artista verdadeiro é sempre o „médium‟ das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, sabedoria, paz e amor.”
Francisco Cândido Xavier. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel
“Os artistas, como os chamados sábios do mundo, podem enveredar, igualmente, pelas cristalizações do convencionalismo terrestre, quando nos seus corações não palpite a chama dos ideais divinos, mas, na maioria das vezes, têm sido grandes missionários das ideias, sob a égide do Senhor, em todos os departamentos da atividade que lhes é próprio, como a literatura, a música, a pintura, a plástica.
Francisco Cândido Xavier. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel
Perante a Arte
Colaborar na Cristianização da Arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.A Arte deve ser o Belo criando o Bem.Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas, torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.Melhoria buscada, perfeição entrevista.Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a pureza doutrinária.A arte enobrecida estende o poder do amor.Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembleias a que se destinem.A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.
André Luiz – Conduta Espírita – Psicografia: Waldo Vieira


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